
O controle de qualidade laboratorial é o conjunto de procedimentos que garantem a confiabilidade dos resultados emitidos. Em um cenário de crescente exigência regulatória e de pacientes cada vez mais informados, a certificação do laboratório deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade.
O controle de qualidade (CQ) laboratorial abrange todas as atividades realizadas para monitorar e avaliar a confiabilidade dos processos analíticos. Ele se divide em duas grandes categorias:
A Resolução da Diretoria Colegiada nº 302 é a principal norma regulatória para laboratórios clínicos no Brasil. Ela estabelece requisitos mínimos para funcionamento, incluindo infraestrutura, recursos humanos, equipamentos, controle de qualidade e biossegurança. O cumprimento dessa norma é obrigatório para todos os laboratórios que realizam análises clínicas no país.
A norma internacional ISO 15189 especifica os requisitos de competência e imparcialidade para laboratórios médicos. Sua versão mais recente, publicada em 2022, trouxe atualizações importantes sobre gestão de riscos, imparcialidade e competência do pessoal. A acreditação pela ISO 15189 é concedida no Brasil pelo CGCRE/INMETRO e representa o mais alto nível de reconhecimento para laboratórios clínicos.
Desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), o PALC é um programa de acreditação específico para laboratórios clínicos brasileiros. Avalia mais de 400 critérios distribuídos em 12 seções, abrangendo desde a fase pré-analítica até a pós-analítica.
Laboratórios acreditados pela ISO 15189 ou PALC apresentam, em média, 40% menos erros analíticos e têm maior credibilidade junto a convênios, hospitais e pacientes. A acreditação também facilita a participação em licitações públicas e contratos com operadoras de saúde.
Responsável por mais de 60% dos erros laboratoriais, a fase pré-analítica compreende todas as etapas anteriores à análise: solicitação médica, preparo do paciente, coleta, identificação, transporte e armazenamento das amostras. Protocolos claros e treinamento contínuo da equipe de coleta são fundamentais para reduzir erros nessa fase.
É a etapa de processamento e análise das amostras. O controle de qualidade interno deve ser executado diariamente, antes do início das análises, utilizando pelo menos dois níveis de controle (normal e patológico). Os resultados devem ser avaliados por meio de gráficos de Levey-Jennings e regras de Westgard.
Abrange a validação dos resultados, emissão e entrega dos laudos. A revisão técnica dos resultados discrepantes, o tempo de entrega dos laudos (TAT – Turnaround Time) e a comunicação de valores críticos ao médico solicitante são indicadores importantes dessa fase.
Todo laboratório deve monitorar regularmente os seguintes indicadores:
Para laboratórios que desejam iniciar o processo de acreditação, recomendamos as seguintes etapas:
O controle de qualidade e a certificação laboratorial não são apenas exigências regulatórias — são compromissos com a saúde dos pacientes e com a excelência do serviço prestado. Laboratórios que investem em qualidade colhem resultados concretos: menos erros, maior credibilidade e melhores resultados financeiros.
A CG Saúde apoia laboratórios em toda a jornada de qualidade, oferecendo equipamentos certificados, materiais de controle e suporte técnico especializado para ajudar seu laboratório a alcançar e manter as mais altas certificações do setor.
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